Nota Pessoal:
Refletindo e abstraindo os comentários sobre o post mais recente, confesso ter “sabotado” (parafraseando Camila) demasiadamente meus textos. Sou e sempre fui muito exigente com o resultado do meu trabalho. Essa auto-crítica desmedida tem me causado uns certos”desarranjos”; sensação de impotência e complexos. Possuo uma mania de perfeccionismo um tanto incomum. Exemplificando... Chego a escrever uma mesma palavra repetidas vezes, apenas por julgar a caligrafia esteticamente fora de meus padrões. É doentio mesmo! Rs. Entretanto, essa busca por perfeição não se aplica a todas as esferas da minha vida; Sou extremamente desorganizada, muito pouco vaidosa, desleixada ao me vestir (aparência é irrelevante a mim), e desprendida materialmente (traduzindo: perco coisas com freqüência; se emprestei, não cobro, porque não lembro; se tomei emprestado, não devolvo porque também já foi esquecido, me cobrem!)
Não desejo mais exigir tanto de mim, tampouco importar-me com julgamentos alheios. Afinal futuramente farei cálculos, não textos... O fato de escrever deve ser encarado como prazer e exercício, sem martírio ou obrigação, pois apenas gosto de ler e também tenho gostado de ecrever.
Tentarei não imprimir minhas inseguranças nos próximos posts... Meus super agradecimentos! Amo todos vocês!!!
Texto:
Lendo um dos textos postados no blog de Raphael ( vulgo Hellkiller, Hellover e mais uma infinidade de outros apelidos...rs), atentei-me para algumas citações por demais interessantes e reflexivas de Voltaire. Às voltas com pesquisas, vida e obra, deparei-me com um texto de cunho filosófico intitulado “Mênon ou a sabedoria humana”. Inicia-se:
“Mênon concebeu um dia o projeto insensato de ser perfeitamente sábio. Não existe nenhum homem ao qual essa loucura não tenha, algumas vezes, passado pela cabeça”.
Mênon não pôde concluir seu projeto, fracassou no cumprimento de todas as metas as quais havia traçado para si. Fundamentalmente descobriu quão impossível ser perfeitamente hábil, perfeitamente forte, perfeitamente poderoso, perfeitamente feliz.
Sabedoria não é palpável ou mensurável... Apenas conjunto de todas experiências boas e más, vividas e pensadas sob uma lógica de aprendizagem e aprimoramento. Como Locke, penso que a mente humana é como páginas em branco, na qual vão sendo escritas experiências ao longo de nossa existência. A capacidade de conhecer é inata, mas todo o conhecimento é adquirido pelos sentidos, portanto, a experiência sensível deve ter primazia no conhecimento.
Eu, pobre mortal imperfeita que sou, duas décadas ainda incompletas de vida, poderei saber tudo? Não, nem desejo tal feito. Quero aprender, reciclar, errar e mudar.
Refletindo e abstraindo os comentários sobre o post mais recente, confesso ter “sabotado” (parafraseando Camila) demasiadamente meus textos. Sou e sempre fui muito exigente com o resultado do meu trabalho. Essa auto-crítica desmedida tem me causado uns certos”desarranjos”; sensação de impotência e complexos. Possuo uma mania de perfeccionismo um tanto incomum. Exemplificando... Chego a escrever uma mesma palavra repetidas vezes, apenas por julgar a caligrafia esteticamente fora de meus padrões. É doentio mesmo! Rs. Entretanto, essa busca por perfeição não se aplica a todas as esferas da minha vida; Sou extremamente desorganizada, muito pouco vaidosa, desleixada ao me vestir (aparência é irrelevante a mim), e desprendida materialmente (traduzindo: perco coisas com freqüência; se emprestei, não cobro, porque não lembro; se tomei emprestado, não devolvo porque também já foi esquecido, me cobrem!)
Não desejo mais exigir tanto de mim, tampouco importar-me com julgamentos alheios. Afinal futuramente farei cálculos, não textos... O fato de escrever deve ser encarado como prazer e exercício, sem martírio ou obrigação, pois apenas gosto de ler e também tenho gostado de ecrever.
Tentarei não imprimir minhas inseguranças nos próximos posts... Meus super agradecimentos! Amo todos vocês!!!
Texto:
Lendo um dos textos postados no blog de Raphael ( vulgo Hellkiller, Hellover e mais uma infinidade de outros apelidos...rs), atentei-me para algumas citações por demais interessantes e reflexivas de Voltaire. Às voltas com pesquisas, vida e obra, deparei-me com um texto de cunho filosófico intitulado “Mênon ou a sabedoria humana”. Inicia-se:
“Mênon concebeu um dia o projeto insensato de ser perfeitamente sábio. Não existe nenhum homem ao qual essa loucura não tenha, algumas vezes, passado pela cabeça”.
Mênon não pôde concluir seu projeto, fracassou no cumprimento de todas as metas as quais havia traçado para si. Fundamentalmente descobriu quão impossível ser perfeitamente hábil, perfeitamente forte, perfeitamente poderoso, perfeitamente feliz.
Sabedoria não é palpável ou mensurável... Apenas conjunto de todas experiências boas e más, vividas e pensadas sob uma lógica de aprendizagem e aprimoramento. Como Locke, penso que a mente humana é como páginas em branco, na qual vão sendo escritas experiências ao longo de nossa existência. A capacidade de conhecer é inata, mas todo o conhecimento é adquirido pelos sentidos, portanto, a experiência sensível deve ter primazia no conhecimento.
Eu, pobre mortal imperfeita que sou, duas décadas ainda incompletas de vida, poderei saber tudo? Não, nem desejo tal feito. Quero aprender, reciclar, errar e mudar.

6 Comments:
Obrigado pela citação. :)
Voltaire é demais! Ele trabalha esses anseios do homem com maestria. Brinca com nossas maiores ambições, que são tolas. Ri de nossa obstinação em alcançar o inalcançável. Enfim, tira uma onda danada com a cara de todo mundo! Hauehauhe.
Tenho livros dele. Se quiser, posse emprestar-lhe. (Contanto que não esqueça de devolver, hehe!)
nossa! somos seres humanos!!! inventores do "ser perfeito"! acho q a palavra perfeição não deveria ser definida como "sublime, sem erros" e sim como "inalcançável", preocupamos demais em sermos perfeitos q não agimos com medo de sermos imperfeitos... por isso eu ponho as tentativas acima do êxito, poxa, devemos eh tentar mesmo uai! bjão linda!
nossa! somos seres humanos!!! inventores do "ser perfeito"! acho q a palavra perfeição não deveria ser definida como "sublime, sem erros" e sim como "inalcançável", preocupamos demais em sermos perfeitos q não agimos com medo de sermos imperfeitos... por isso eu ponho as tentativas acima do êxito, poxa, devemos eh tentar mesmo uai! bjão linda!
nossa! somos seres humanos!!! inventores do "ser perfeito"! acho q a palavra perfeição não deveria ser definida como "sublime, sem erros" e sim como "inalcançável", preocupamos demais em sermos perfeitos q não agimos com medo de sermos imperfeitos... por isso eu ponho as tentativas acima do êxito, poxa, devemos eh tentar mesmo uai! bjão linda!
iiiiiiiiiiiiiiii o cú! falta de paciencia dah nisso!
menina menina pq nao fizeste filosofia!uhauha agente tem q sentar tomar umas brejas e discutir sobre isso!!! sem o helllover eim!!!
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