quinta-feira, abril 27, 2006

A rotina cíclica dos meus dias, meus pleonasmo, a sala, as vozes, as dores de cabeça, no corpo, a necessidade do sono, o Paracetamol, as manhãs frescas, as tardes quentes, o pôr-do-sol, a cidade, a lua...
Vazio, sem citações.
Refletindo atemporalmente __ O que da minha essência honestamente desejo transmitir às pessoas?
Concluí que se preocupam em excesso com a vida alheia. O simples fato de existir é extraordinariamente maior que todas as convenções sociais impostas a nós, verdadeiras camisas de força oprimindo nossos desejos mais sinceros. Não basta apenas ser feliz? Importa-nos tão mais as convenções, as regras, as leis? Mediocridade. Somos maiores e mais belos.
Pré-julgamento: a face mais asquerosa da miséria humana. Não vivem no corpo, não habitam a mente, não sofrem as dores, sequer conhecem a realidade de vida, entretanto julgam, condenam, achando-se donos absolutos da verdade. Somos todos muito fracos e imperfeitos, humanos.
Uma questão de fé: não há proporções de certo e errado, não é exato, não é mensurável. Existe apenas consciência e respeito. Cada ser conduz sua vida da maneira que lhe parece mais adequada e ponto, não há precedentes. Fazendo a clássica analogia do “telhado de vidro”__ Vá cuidar do seu, porra!

quarta-feira, abril 19, 2006

“Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que é não palavra. Quando essa não palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, podia-se com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é ler distraidamente.”
Clarice Lispector

Pessoalmente, a admiro muitíssimo. Quais são os motivos para tal?
Possivelmente seja tão subjetiva quanto eu... Entretanto, expõe magistralmente a agonia dos sentimentos. Clarice não é racional. Lógicos e matemáticos certamente não são os maiores admiradores de sua obra (engenheiros estão incluídos? _ Ceticismo nunca foi meu forte mesmo... ). A cerca da empatia, ocorreu comigo algo semelhante àquilo que Goethe chamou de “afinidades eletivas”. Intimamente também estou sujeita à epifania. Em verdade, todos estamos... Uma espécie de consciência, se abrindo para o conhecimento repentino da verdade e retornando para o cotidiano. Portanto, desejo avidamente ser pescada por suas palavras.

Obs: Estou tentando, continuamente tentando organizar e expor meus pensamentos de forma mais clara. Visto que a iniciativa do Blog surgiu diante de uma inexplicável e enorme dificuldade de expressão, creio que tenho progredido, à passos curtos e lentos, mas tenho progredido... Peço-lhes desculpas pelas besteiras que escrevo, mas é sempre válido...
AHHHHHHHHH......FODA-SE! A internet não tem lei! huhauhuhauhuhauhuhauhuhau

sexta-feira, abril 07, 2006

Lendo as sábias palavras de meu companheiro ocioso, o grande "Snoop", filho incomum do não menos grande Charles M. Schulz, encontrei algo que realmente se aplica a mim.
" Já ouvi os relatórios, li os artigos, e não me importa o que dizem... Uma das grandes alegrias da vida é comer bobagens!"
Chocolate, Coca-Cola e Pringles... não exatamente nessa ordem...
Após uma reflexão estomacal, retorno a minha " realidade paralela". Sem sentido, sem nexo? Totalmente, irremediavelmente!
Será característica do signo? ... Li sobre librianos..."de uma maneira geral são inteligentes, refinados, cautelosos em suas decisões, reservados na intimidade e inconstantes" ...
Zodíaco causa-me simplesmente: R-E-V-O-L-T-A !!!
Nada é tão incomesurável quanto o Universo. Não seria possível aferir conclusões sobre a existência de alguém apenas por movimentações astrais...
Desta maneira, todos que compartilham do mesmo signo estariam sujeitos a experiências de vida comuns... Neste contexto onde se encaixariam a individualidade e o livre arbítrio?
Nem sei por que ainda perco meu tempo...

segunda-feira, abril 03, 2006

Refletindo sobre minha atual e monótona forma de vida, considerando constantes lapsos de memória e minha persistente falta de atenção... não tenho noção do que se passa em minha cabeça ultimamente. Talvez seja um grande desejo de transformação, vontade de simplesmente sair, ou o cansaço físico esteja transpondo barreiras e afetando minha mente. Pensando que escutar Trash Metal ajuda na estagnação dos devaneios... mesmo prestando atenção e tentando decifrar as letras, não entendo nada! Então dá-lhe "Testament". Entretanto atualmente estou mais para Progressivo, Rock n' Roll... Psico me faz a cabeça, visto que música é minha droga favorita...